Mario Sergio Cortella

VIDA E OBRA

1954

Nasce em Londrina, em 5 de março, primeiro filho do bancário Antonio e da professora Emilia Cortella.

1960

Entra no Grupo Escolar Hugo Simas, escola pública, onde é alfabetizado pela professora Dona Mercedes.

1962

Contrai hepatite e o gosto pela leitura. Obrigado a ficar acamado por três meses, começa a ler gibis, livros de Monteiro Lobato e demais histórias infanto-juvenis. Esgotado o estoque, passa a devorar qualquer livro emprestado pela vizinhança. Toma contato com Dostoiévski, Cervantes, Eça de Queirós. Mesmo sem entender parte do conteúdo, a relação com a literatura é inaugurada.

1965

Entra no Colégio de Aplicação para cursar o ginásio (segunda parte do hoje ensino fundamental).

1967

O pai Antonio, funcionário do então Banco Mercantil, é transferido para São Paulo. A família deixa Londrina, cenário de muitas disputas de futebol e bets (taco).

1968

Ingressa no Colégio Estadual Profa. Marina Cintra, onde completa o ginásio e o colegial (atual ensino médio).

1970

Na virada da década, aproxima-se da Ordem Carmelitana Descalça. Passa a colaborar em todas as missas dos sábados e domingos, na Igreja de Santa Terezinha. Começa a experiência de lidar com o público.

1972

No último ano do colegial, em que concilia com o cursinho pré-vestibular no Equipe, opta por estudar Filosofia. Ao mesmo tempo, as questões religiosas falam alto e decide entrar em um Convento de Carmelitas Descalços.

1973

É aprovado na USP, na PUC-SP e nas Faculdades Anchieta (mais tarde Nossa Senhora Medianeira, hoje extinta). A proximidade do convento da Ordem e o curso mais calcado na História da Filosofia pesam na escolha pela Anchieta.

1974

Desempenha a função de monitor das disciplinas Introdução à Filosofia e Introdução à Sociologia do Ciclo Básico.

1975

Gradua-se em Filosofia, após três anos estudando na já então Medianeira (de manhã no campus da Via Anhanguera e, à noite, no Colégio São Luís). A carga de oito horas diárias permite concluir a Licenciatura Plena e fazer a quase totalidade das disciplinas do curso de Ciências Sociais nesse período de três anos. Abandona a vida monástica .

1976

– Inicia a carreira docente ao assumir a disciplina Ética Social para o 4° ano de Ciências Sociais.

– Entra para a PUC-SP, onde cursa o Programa de Filosofia da Educação, que daria origem à sua pós-graduação

– É convidado para ser professor-assistente de Metodologia Científica do Ciclo Básico da Medianeira. Três anos depois, assumiria a condição de professor-titular da disciplina, exercida até 1985.

1977

– É selecionado professor do Departamento de Teologia da PUC-SP para ministrar a disciplina Problemas Filosóficos e Teológicos do Homem Contemporâneo no Ciclo Básico. Exerce a atividade por 11 anos.

– Nasce o filho André Sergio.

1978

Tem sua única experiência de docência no 2° Grau (atual Ensino Médio) na Escola N. S. das Graças, ensinando Filosofia para alunos da 2ª e 3ª séries.

1979

– Abre duas frentes de trabalho, fazendo assessoria e consultoria nas áreas de Educação e Saúde.

– Recebe convite para ministrar o curso de extensão universitária para professores e médicos no Departamento de Medicina Social da Santa Casa de São Paulo.

– É contratado para prestar assessoria, como Especialista em Educação, pela fundação Cenafor do MEC, fazendo parte de uma equipe que atuava nacionalmente junto a Secretarias de Estado da Educação e Escolas Técnicas Federais.

– Nasce a filha Ana Carolina.

1980

– É contratado pela Fundap (fundação do Governo do Estado de SP) como consultor e docente no Curso de Especialização para Médicos e outros profissionais na área de Filosofia da Ciência, atividade que exerce até 1984.

– Conclui os créditos da pós, mas sem apresentar a dissertação, devido às atividades de educador e às viagens em assessorias pelo país, além da militância política, no âmbito acadêmico e partidário.

1981

– É chamado para ministrar curso de extensão sobre Teoria do Conhecimento no Instituto de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde. Os trabalhos de docência, consultoria e treinamento atravessam a década de 1980.

– Coordena o grupo que produz os volumes 3 e 4 da Cartilha Raízes para Alfabetização na Área Rural no Rio Grande do Norte.

– Na PUC-SP, passa a ser representante docente no Conselho de Ensino e Pesquisa (1982/1983) e é eleito membro eleito da Comissão Constituinte para elaboração dos novos Estatutos da instituição.

1983

– Torna-se diretor Associação de Professores da PUC-SP (1983/1984).

– Nasce o filho Pedro Gabriel.

1986

– É recontratado pela Medianeira, que o havia dispensado no ano anterior por dirigir uma greve. Retorna à instituição para ministrar as disciplinas Introdução à Filosofia para o Ciclo Básico e Antropologia Filosófica e Fundamentos da Educação para o curso de Pedagogia. Leciona até 1988, quando os jesuítas vendem a faculdade.

– Integra a Coordenação da Assessoria Técnica e de Planejamento da Reitoria da PUC-SP e torna-se representante docente do Conselho de Administração e Finanças (1986/1988).

1988

Lança seu primeiro livro: Descartes, a paixão pela razão, pela FTD.

1989

– Conclui Mestrado em Educação pela PUC-SP, sob orientação de Moacir Gadotti.

– Assume o cargo de assessor especial da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME). No mesmo ano, passa a chefe de gabinete (secretário-adjunto) e substituto eventual do secretário Paulo Freire, na gestão de Luiza Erundina.

1990

Publica "A situação atual da Educação no Brasil", pela Universidade de Estocolmo (Suécia), em edição bilíngue (português/inglês).

1991

– É indicado por Paulo Freire como seu sucessor no cargo de secretário Municipal de Educação. Exerce a função até o término da gestão em 1992.

– Passa a ter atuação mais intensa na mídia. Participa semanalmente como comentarista do Show do Paulo Lopes, na Rádio Globo AM de São Paulo. Em 2001, o programa vai para a Rádio Capital e Cortella fica até 2008 nessa atividade.

1992

Torna-se comentarista semanal do telejornal Record em Notícias, da Rede Record, função em que atua até 1994.

1995

Com a expansão das TVs fechadas, apresenta o programa mensal Diálogos Impertinentes, resultado da parceria entre PUC-SP, Folha de S. Paulo e Sesc. O programa é transmitido pela TV-PUC, NET Brasil e STV/Rede Sesc Senac. Media os diálogos até 2006.

1997

– Conclui Doutorado em Educação pela PUC-SP, sob orientação de Paulo Freire, que morrera na semana anterior à defesa da tese "A Escola e o Conhecimento (reflexão sobre fundamentos epistemológicos e políticos dessa relação)", que viraria livro, publicado no ano seguinte (Ed. Cortez).

– Torna-se professor-convidado da Fundação Dom Cabral (MG).


– Participa semanalmente como entrevistador do programa Terceiro Milênio, na Rede Vida (posteriormente na Rede Mulher), função que exerce até 1999.

– Apresenta e media o programa semanal Modernidade pela TV Senac/SP, transmitido pela NET Brasil. Fica até 2004.

– Estreia como comentarista sobre Educação no programa Primeiras Notícias da Rádio CBN/Sistema Globo de Rádio (AM e FM), com participações diárias até 1999.

– Passa em concurso que o conduz à categoria de assistente-doutor na PUC-SP.

1998

– Ingressa como professor-convidado do Gvpec da FGV/Eaesp. Fica até 2010.

– Segue com atividades na Graduação e na Pós-Graduação da PUC-SP, lecionando, participando de pesquisas, integrando núcleos e participando de bancas examinadoras.

– É nomeado pela Reitoria na Comissão de Direitos Humanos da PUC-SP como membro do Conselho Gestor, dentro do consórcio com a Universidade de Columbia (EUA) e a Universidade de São Paulo.

1999

– Passa a ser fonte frequente em matérias sobre Religião produzidas por Rede Globo e Globo News.

– Integra o Conselho Deliberativo do Instituto de Políticas Públicas Florestan Fernandes.

2000

– Colabora como colunista do caderno Equilíbrio, da Folha de S. Paulo. Seus textos sobre reflexões filosóficas e teológicas são publicados uma vez por mês até 2004.

– Assume a coluna Panorâmica, da revista Educação, com publicações até 2005.

2005

Lança os livros "Nos labirintos da moral", em coautoria com Yves de La Taille (Ed. Papirus) e "Não espere pelo epitáfio" (Ed. Vozes).

2006

Lança o livro "Não nascemos prontos!" (Ed. Vozes).

2007

Escreve o livro "Qual é a tua obra? Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética" (Ed. Vozes). Lança "Sobre a esperança: diálogo", com Frei Betto (Ed. Papirus).

2008

– Integra o Conselho Técnico Científico de Educação Básica da Capes/MEC. Fica até 2011.

– Com Silmara Rascalha Casadei lança "O que é a pergunta?" (Ed. Cortez).

2009

Tem mais quatro obras publicadas: "Liderança em Foco", em coautoria com Eugenio Mussak (ed. Papirus), "Filosofia e Ensino Médio: certos porquês, alguns senões, uma proposta" e "Filosofia e Ensino Médio: livro do aluno" (Ed. Vozes), e "O que a vida me ensinou: Viver em paz para morrer em paz" (Ed. Saraiva).

2010

Publica o livro "Política: para não ser idiota", com Renato Janine Ribeiro (Ed. Papirus).

2011

– Estreia como comentarista com participação semanal no Jornal da Cultura, da TV Cultura.

– Em coautoria com Pedro Mandelli, lança "Vida e carreira: um equilíbrio possível?" (Ed. Papirus). Publica ainda "Educação e esperança: sete reflexões breves para recusar o biocídio" (Fundação PoliSaber).

2012

– Estreia como colunista do Academia CBN, de segunda a sexta-feira, em rede nacional. Na mesma emissora, torna-se comentarista do programa Escola da Vida, que vai ao ar às terças e quintas, na CBN-SP.

– Escreve "Escola e preconceito: docência, discência e decência", com Janete Leão Ferraz (Ed. Ática).

2013

– Lança "Vivemos mais! Vivemos bem? Por uma vida plena", com Terezinha Azerêdo Rios (Ed. Papirus). Publica "Pensar bem nos faz bem!", que ganharia outros três volumes com temáticas diferentes nos anos seguintes (Ed. Vozes).

– Nasce a neta Anna Luisa.

2014

Publica "Ética e vergonha na cara!", em coautoria com Clóvis de Barros Filho (Ed. Papirus), "Educação, escola e docência: novos tempos, novas atitudes" (Ed. Cortez) e "Pensatas pedagógicas. Nós e a escola: agonias e alegrias" (Ed. Vozes).

2015

– Lança "Educação, convivência e ética: audácia e esperança!" (Ed. Cortez).

– Nascem os netos Antonio e Rafael.

2016

Lança "Por que fazemos o que fazemos? Aflições vitais sobre trabalho, carreira e realização" (Ed. Planeta); "Verdades e mentiras: ética e democracia no Brasil", com Gilberto Dimenstein, Leandro Karnal e Luiz Felipe Pondé (Ed. Papirus) e com Dimenstein ainda publica "A era da curadoria: o que importa é saber o que importa!" (Ed. Papirus).

2017

Com Marcelo Tas publica "Basta de cidadania obscena!" (Ed. Papirus) e com Frei Betto e Leonardo Boff, "Felicidade foi-se embora?" (Ed. Vozes). Lança "Viver em paz para morrer em paz: se você não existisse, que falta faria?" (Ed. Planeta), "Família: urgências e turbulências" (Ed. Cortez). Inicia parceria com Maurício de Sousa com "Vamos pensar um pouco? Lições ilustradas com a Turma da Mônica" (Ed. Cortez/Maurício de Sousa Editora).

2018

– Escreve "A sorte segue a coragem: oportunidades, competências e tempos de vida" (Ed. Planeta). Uma nova parceria com Maurício de Sousa resulta em "Vamos pensar + um pouco? Lições ilustradas com a Turma da Mônica" (Ed. Cortez e Maurício de Sousa).

– Inicia participação no Jornal da CBN Primeira Edição, com o quadro "No meio do caminho", às quartas-feiras, em rede nacional.

2019

Completa 65 anos, junto à comemoração dos 90 anos de sua mãe.